À luz de um claro olhar
Ouço lamúrias de almas, no arvoredo,
Sol nulo dos dias vãos,
Qual névoa adormecida.
Temo de regressar…
Quis dizer o mais claro e o mais corrente
Antes que este mal viesse.
São mortos os que nunca acreditaram
Que eu vivo à espera dessa noite estranha,
Belo rio sem lágrimas,
Brilhando indefectível,
Em cima da minha mesa.
Ela brinca com os meus sonhos,
Lá no fundo do poço em que me espelho,
E a aurora indecisa demora
Fazendo os deleites de quem como eu
Espera.
Rita Nova 2005
terça-feira, março 17
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